InVersos: Eterno Branco, Poema 2 – Veruska

InVersos: Veruska – Eterno Branco, Poema 2 from Rui Diniz on Vimeo.

 

Desejo muito mais que o ténue amaciar
muito mais que a exigência da limitação desta vida
desejo angustiadamente aquele abraçar das árvores secas
que o mar me envolva na agressividade do gelar

É necessário transgredir,
não deixar que nos roubem e abafem o prazer e a alma…
É imperativo fazer parar o tempo, o mexericar nas feridas
e que vigore a projecção, mas sem saltar!
É urgente que o cabelo e os dedos esvoacem sem cessar
que as manhãs frias se tornem ardentes pelo simples tocar

E que se assassine a consciência
que as asas do pensamento sonhador
engravidem docemente…

É necessário que as pragas e maldições
se comam e evaporem,
que o lutar seja naturalmente possuir,

E este meu desejo é tão grande
que em átomo se transforma
perfurando-me bem lentamente
até ao dia em que a eternidade
me toca e beija apaixonadamente…

Veruska

InVersos: Eterno Branco, Poema 1 – Veruska

InVersos: Veruska – Eterno Branco, Poema 1 from Rui Diniz on Vimeo.

 

É disto que vos falamos:
do brilho das estrelas
do prateado da lua
das páginas brancas do livro da vida
que todos os dias se vão pincelando;

O amor: eterno e branco,
é disto que te falamos:
da poesia do movimento,
do virtualismo aliado à paixão
da rima que se constrói minuto a minuto
da voz que vem cá de dentro,

limpa, fluida, branca… eterna

o beijo

Veruska