InVersos: Manuel Veiga – Poema Quase-Nada

Despenha-se o poeta no vórtice
Qual sarça onde a palavra nasce
E reina. E arde labareda
Feita carne. E lume.

E o olhar rodopia.
Cascata de fogo
E água.

Agora é chama. Que reclama.
E se evapora na distância.
E na ausência-presença
Que se cuida. E guarda.

Poema
Que sendo quase-nada
Se declina. E se proclama
Sinfonia.

Manuel Veiga

Lido e produzido por Rui Diniz

Música:
Ray Montford – “May it begin”
Magnatune.com
Creative Commons License

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