InVersos: Carla Simone – Todo o azul



Todo o azul é um lençol de cansaço
que se estende sobre mim
Os dias do assombro perderam-se num eco dissonante
que me estremece e esvazia

Nada crio
tudo perco
nada transformo

De que impulsos, de que gestos
é tecida a teia da incógnita viagem?
Perdida na orla do presente, os olhos ainda lestos
projectam o destino
sem nome, sem tempo nem margem

e só as minhas imaginárias asas requerem
o reflexo do lume frio das constelações
e na noite faz-se dia!

Carla Simone

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