InVersos: Maria da Fonte – Despotismo


Esta morte sem rosto
que me espera, esta vida
já mais que embaciada,
esta falta de sorte (quem me dera!)
de ser mais que o vazio, ser o nada.

Esta esfinge roçada pelo medo,
esta bravura de matar
quem já morreu, este mundo
redondo onde me enrolo,
na incerteza sequer de que fui eu.

Esta intriga fechada,
deprimente, esta tela descorada
e encardida, este pintar, este dizer
omnipotente,
esta morte apagando esta vida.

Maria da Fonte

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2 thoughts on “InVersos: Maria da Fonte – Despotismo

  1. Manuela diz:

    Olá! Agradeço o «miminho» e elogio o trabalho. Na verdade há poucas pessoas com esta capacidade para dizer poesia. Um abraço

    Gostar

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