InVersos: Miguel Rodeia – Terras de Tejo



Em Terras de Tejo
onde te vejo, onde te roubo um beijo,
onde estou sem estar.
Onde a água doce se torna salgada.
Onde o presente se torna passado.
Onde fico sem beber mas tenho que viver.

Grande urbe,
constipada, acabada.
Vida complicada, violentada.
Onde a água passa por debaixo da ponte
…e passa, e passa, e torna a passar
e o tempo que passou
nos desgastou.

Em Terras de Tejo onde o pensamento
é como a água que vai para o mar
e se estende para outra dimensão.
Segue em frente sempre, sempre, sempre.
Onde a gente cresce, se perde
e continuamos a estar.
Eu, tu, o Tejo e o mar…
Eu, tu, o Tejo e o mar…
Eu, tu, o Tejo e o mar.

Miguel Rodeia

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