InVersos: Paulo Renato – Mil ânsias


Habitam dentro de mim
Mil ânsias, que eu não entendo.
Enrodilhadas ao acaso…

Quem sou, destino que me criaste ?
Porquê não sei, do meu príncipio
Nem do fim ?

Porquê hei-de viver, se não vivendo
Talvez o mundo fosse melhor ?

Meu Deus, em que nunca acreditei
Se foste tu que me geraste
Perdoa a minha acusação
Mas não mereço tanta dor
Como a que me deste
Não sei porque o fizeste…

Não sei se por castigo
Por não ter nunca acreditado
Por não ter nunca murmurado
Uma oração em que falasse contigo
Em que pedisse clemência
Nos teus designios para mim…

Mas se é assim,
Aqui me tens
Em acto de contrição,
A suplicar indulgência
Que nunca supliquei
Para os tantos mil pecados
Com que pequei,
Com que pequei…

E deixa-me agora perceber
Nestas mil ânsias que trago
Uma razão para viver…

Paulo Renato

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